Histórico

A coleta de dados cada vez mais numerosos e diversificados traz à tona o problema de se apresentarem esses registros de ocorrência sob várias formas numéricas, textuais, figurativas (mapas rudimentares e fotos, inclusive) e serem aportadas ao sistema por diferentes mídias. Torna-se necessário criar os meios de organizá-los, tratá-los e apresentá-los em seus contextos taxonômico e territorial, para se obter um conhecimento coordenado da realidade, ou seja, transformar os dados em informação geoincluída.

Concebido há mais de uma década o Vicon – Vigilância e Controle, uma iniciativa 100% nacional e livre de custos, vem sendo desenvolvido e aprimorado constantemente pelo Laboratório de Geoprocessamento da UFRJ – LAGEOP/UFRJ em parceria com o Laboratório de Geoprocessamento Aplicado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

No ano 2000 o sistema é criado, em sua primeira versão standalone, com a finalidade de retratar quaisquer eventos e entidades de um ambiente em uma base de dados georreferenciada. Diferenciava-se das demais aplicações existentes por sua flexibilidade na elabaração de formulários, o que também o tornava customizável a qualquer grupo de trabalho. O sistema também contemplava suporte a inserção de conteúdo multimídia, como fotos e vídeos, e quaisquer arquivos digitais relacionados ao fenômeno retratado.

O sistema logo despertou o interesse das mais diferenciadas necessidades de aplicação. Desde a espacialização de recursos hídricos pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro à análise espacial dos casos de dengue, além do apoio na gestão de informações em ambientes de desastres, tendo, neste último caso, apoiado em dezenas de missões de apoio a desastres ocorridos no país e também de âmbito internacional (detalhados a seguir).

Parceiros

O sistema vem sendo aplicado e aprimorado a cada dia a partir de parceria de aplicação em diversas frentes. As interações com nossos parceiros são muito importantes, permitindo identificar novas oportunidades de criações. Entre nossos parceiros, destacamos:

Centro de Apoio Científico em Desastres – CENACID/UFPR – Aplicando o sistema para a gestão de informações em ambientes de desastres. O sistema foi adotado pelo centro há 10 anos, já tendo atuado em dezenas de desastres como: Furacão Ivan – Ilha de Granada (2004), Explosão do Navio Vicuña – Porto de Paranaguá (2004), Deslizamentos em Angra dos Reis, Paraty e São Luís do Paraitinga (2010), Enchentes – Blumenau (2008), Deslizamentos e Enchentes – Teresópolis (2011), Terremoto de escala 7.2 – Haiti 2010, Enchentes no Município de Rio do Sul - SC (2011), Terremotos Chile e Peru, dentre outros. O CENACID tem reconhecidos méritos técnicos e humanitários e foi agraciado pela ONU com o Green Star Award (maiores detalhes em http://www.cenacid.ufrpr.br/ e http://www.unep.org/greenstar/laureates/2009/).

Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro – CBMERJ/RJ – O VICON/SAGA direcionado ao Plano de Gerenciamento de Recursos Hídricos já se encontra aplicado experimentalmente à área piloto da jurisdição do batalhão de Copacabana (19° OBM), com a qual têm sido identificadas as adequações do projeto, tendo sido utilizado para informar os recursos hídricos disponíveis para qualquer emergência nos “réveillons” de 2010 e 2011, festividades que envolveram, cada uma, pelo menos, 1.500.000 espectadores de shows pirotécnicos. Está em processo de difusão entre os demais grupamentos da corporação.

Mapeamento da dengue – Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro – O sistema também tem sido aplicado pela Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro. A secretaria espacializou mais de 100 mil casos de dengue registrados no Estado no ano de 2011, a partir da geocodificação de endereços de pacientes atendidos pela rede pública de saúde. Consultas com parâmetros podem ser realizadas para a análise de locais com maior incidência de casos, segmentados por bairros, sexo do paciente, faixa etária, etc.

Ministério da Educação e UFOPA – Universidade Federal do Oeste do Pará - Sistema Vigilância e Controle com o acervo de informações referente às 48 escolas municipais da cidade de Santarém, onde foi desenvolvido o projeto piloto.

Apoio Financeiro

Este projeto é apoiado pela FAPERJ – Fundação de Apoio à Pequisa do Estado do Rio de Janeiro, através do Projeto de Pesquisa "Inclusão geográfica: um prosseguimento natural das inclusões digital e social".